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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Conclusões inconclusivas I - Chile 4/5/2011

Olhando os Andes lá embaixo (uma visão incrível!), cai a ficha e percebo que nossa viagem ao Chile virou passado... um momento para reflexões.

Você está me perguntando se valeu a pena? É claro que sim!!! Mas com base em tudo o que vivenciamos, hoje eu faria uma viagem bem diferente. Mas BEEEEM diferente mesmo!!!

Não iria à Isla Negra, casa de Neruda. Fica longe e pouco acrescentou.


Valparaíso só vale a pena porque está do lado de Viña del Mar, que é uma gracinha de cidade. Sairia BEM cedo de Santiago, faria o passeio nas duas cidades e retornaria no fim do dia.

As vinícolas do Vale de Casablanca são mais sofisticadas que as grandes vinícolas do Vale Central. Há muitas vinícolas por lá e gostei muito de ter visitado a Casas del Bosque. Por ser uma vinícola pequena e por termos recomendação, fomos recebidos de uma forma que jamais seríamos numa gigante como Concha y Toro ou Santa Helena. No caso da Casas del Bosque, vale a pena almoçar no restaurante deles. A comida é fantástica e não saia de lá sem comprar uma caixa dos vinhos deles!!! Meio dia aqui é o suficiente, a menos que queira incluir visita a outras vinícolas.

Santiago? Reserve um dia para visitar o centrão histórico, opte por almoçar em qualquer outro lugar que não seja o Mercado Central e pronto. Use mais uns dois dias para passear na parte nova da cidade, na região de Las Condes e, quem sabe, um outro para visitar uma estação de esqui perto de Santiago.

Do resto, vá de ônibus até Valdívia e alugue um carro por lá. Esqueça o miolão que fica entre Santiago e Pucon. É pura perda de tempo!!!

Nessa região conheça Pucon que é uma cidade que cativa e o lago e vulcão Villarica são incríveis. Ao invés descer pelo interiorzão como fizemos, volte para a autoestrada e poupe tempo ao se dirigir para Frutillar/Puerto Varas. Nossas características se afinam melhor com uma cidadezinha como Frutillar, mas a maioria das pessoas fica em Puerto Varas que tem mais vida e um cassino.

O forte da região é visitar os lagos Llanquihue e Todos Los Santos, os Saltos Petrohue e desfrutar a indescritível beleza do vulcão Osorno. Dá até mesmo para fazer a tradicional travessia dos lagos e chegar até Bariloche!

Puerto Montt? Não vale a pena despencar de Santiago para conhecê-la, mas já que está por lá, não custa nada gastar um diazinho. Chiloé? Nem pensar! Só mesmo para um doido como eu!

Chegamos a pensar em ir até a Ilha da Páscoa mas desistimos. É MUITO, mas MUUUUUUUITO caro para ficar um ou dois dias por lá. Espere para quando você decidir ir até o Tahiti e faça uma escala na Ilha da Páscoa. Fica a meio caminho do Tahiti, todos os aviões da LAN fazem escala por lá e não vai lhe custar um tostão a mais no preço do bilhete aéreo!

Tem outras duas coisas que várias pessoas nos recomendaram: passeios de barco pelos lagos, geleiras e ilhas ao sul de Puerto Montt (e sinceramente não sei os custos e o tempo que isso levaria) e a região desértica no norte do Chile, que todos dizem que é de uma beleza incrível. Algo a conferir em uma outra viagem. Quando? Nem tão cedo, imagino. Tem MUITA coisa bonita que ainda não conheço no mundo para que eu volte a colocar o Chile na minha “wishing list”!!!

Ah! E se o seu casamento estiver ruim e quiser se livrar de sua mulher, mande ela para Vichuquén! Mas mande pelo correio pois não vale a pena o sacrifício de chegar até lá!!!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Puerto Montt - Chile 27/4/2011

No último capítulo de nossa novela, São Pedro mandou uma mensagem dos céus, na forma de chuva, para mostrar ao “jovem” casal que a vida de férias não é de apenas flores e que ambos deviam penitenciar dessa vida desregrada ajoelhando em tampinha de “Cueca Cuela” até que a chuva passasse.

Enquanto nossa heroína Mary dormia placidamente, nosso “galã” Edu praguejava enquanto escrevia o seu tradicional besteirol aos seus leitores.

Bem, só sei que São Pedro desistiu da chuva e lá pelo meio dia saímos com direção a Puerto Montt, cidade portuária e maior centro econômico da região.


Gente, quando chegamos a Puerto Montt, fazia MUITO frio. O pior é que ventava PACAS e a sensação térmica ia lá para o dedão do pé. Mary mais parecia uma cebola de tantos agasalhos. Sem exagero, ela vestia uma blusa, dois pulôveres e um casaco impermeável para frio, com o gorro do casaco atochado na cabeça. Para completar, duas meias, sendo uma de lã, uma meia calça de lã e cachecol... de lâ, é claro. Como tinha esquecido as luvas no carro, não tirava a mão do casaco nem para assoar o nariz.


Tentei tirar umas fotos de gaivotas e da paisagem, mas a mão congelava pelo vento. Como a barriga roncava, resolvemos dar um tempo no passeio, entrar em um shopping e almoçar.

Na saída uma grata surpresa: o tempo havia melhorado. O vento sumira quase como por encanto o que fez a temperatura ficar bem mais agradável. Melhor ainda, o céu se abria e o sol, ainda tímido começava a aparecer.


Fomos caminhando até Angelmó (que a Mary insiste em chamar de Anselmo), onde fica o porto e o mercado de peixes. Aquilo ali é o paraíso de um fotógrafo, tantas são as oportunidades e temas a serem fotografados. A foto acima mostra um detalhe do prédio principal do mercado.


Outra coisa iteressante é a diferença de maré nessa parte da costa. Na maré baixa, muitos barcos pesqueiros ficam adernados no seco, aguardando a maré alta voltar.


E pra variar, cachorros abandonados aos quilos. Pra vocês não dizerem que estou mentindo, a foto mostra um grupinho deles na frente de uma peixaria.


O mais curioso era uma casa ao lado do mercado, que tinha 5 (eu disse CINCO!!!) cachorros deitados no teto, talvez por ser mais quentinho. Os donos chegaram e três desceram, ficando dois deles no telhado abanando o rabo.


O dia finalizou com o sol entrando pra valer, me brindando com essa linda foto.