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sábado, 7 de novembro de 2015

EUA: Velho Oeste – Cadê o Zé Colméia?! (out/2010)





As maiores atrações de Yellowstone são os gêiseres e as fumarolas. 

Mapa de Yellowstone



De todas, a mais conhecida é o famoso gêiser “Old Faithful”, a grande atração do parque, com "exibições" regulares a cada hora. O jato d'água pode ir a mais de 40m de altura. 

É um espetáculo bonito, mas nada que você faça Oooooh!!!! e nunca mais se esqueça daquilo que viu. É muito marketing para pouco show!

Os demais gêiseres não são tão regulares nas suas exibições e, sinceramente, não acho que valha a pena ficar esperando por um espetáculo que pode acontecer uma hora antes do previsto ou três horas depois.
Old Faithful - um espetáculo a cada hora







O Steamboat Geyser, por exemplo, passa o dia todo fumegando, mas jorrar que é bom, neca! Nos últimos 15 anos foram apenas 8 erupções, mas os jatos podem ir a mais de 100m, bem mais alto que o do Old Faithful, podendo durar mais de um dia!

As fumarolas são outras das grandes atrações do parque. Funcionam como se fossem a válvula de uma panela de pressão, fumegando o dia todo.

Bisões pastando na área do Steamboat Geyser






Uma das maiores é a Roaring Mountain tem esse nome devido o rugido de dezenas de fumarolas expelindo gás, muitas vezes repleto de enxofre. O espetáculo é incrível, mas o cheiro de ovo podre no ar é insuportável!!

 
Roaring Mountain



As fontes termais são outras das atrações de Yellowstone. A Mammoth Springs, por exemplo, é um baita caldeirão cheio de fontes termais que depositam calcita por toda a área. O resultado é uma vastidão de piscinas de um branco tão puro que chega a doer os olhos

Mammoth Springs





Em termos de fonts termais, nada supera a beleza do complexo do Grand Prismatic Spring, da qual a Opal Lagoon faz parte Toda essa coloração deve-se às colônias de bactérias que habitam essas fontes termais. Como tem bactéria de tudo quanto é cor, o resultado é parecido com uma pedra opala, multicolorida. É realmente lindo!!!

Opal Lagoon



Mas nem só de gêiseres, fumarolas e fontes termais vive o turista de Yellowstone. A quantidade de animais selvagens que podem ser observados é impressionante!

Antes que eu me esqueça, nem o Zé Colméia nem o Catatau apareceram para dar um alô, o que achei uma baita falta de consideração. Por outro lado, enchemos o saco de ver tanto bisão.

Ooooops!!! Tem um bisão no meu retrovisor! Achei tão surreal esta cena que resolvi fotografar.



É tanto bisão em Yellowstone, que lá pelo fim do dia você já viu uma meia dúzia de manadas e parou uma dezena de vezes para que um bisão deslocasse placidamente seu corpanzil de um lado para o outro da pista, ignorando solenemente os turistas que param para tirar fotos e seus carros.

Tirei mais de 100 fotos de bisão e não cheguei a tirar AQUELA foto que eu tanto imaginei. 
 
 
 
 
O problema é que o bicho não tem vocação para modelo e sua cara é de um marrom muito escuro, quase preto. Se tivesse olhos azuis ainda dava um destaque, mas nem isso. Se não for com um sol frontal, a foto vai para o lixo na certa! 
O Elk e seu harém
 
E por falar em animal, o "elk" pode até ser veado e corno, mas é dono de um invejável harém de quase uma dezena de fêmeas! 
 
Como é muito fotogênico, o turista vai se aproximando, se aproximando... até que o bicho se sinta ameaçado em seu território e parta para cima do turista! O resultado catastrófico é fácil de se imaginar. 
 
Tá rindo?!  Pois saiba que esses ataques são muito mais frequentes do que você imagina. Eu, que não sou besta, tirei essa foto na proteção de uma lente de 300mm... e atrás do nosso carro!

Pescando trutas ao amanhecer


Pra quem gosta de pescaria, o “must” é a pesca de trutas! E é impressionante a quantidade de gente pescando nos rios do Yellowstone. 

No alvorecer, os rios estão cobertos por uma névoa pois a água é mais quente (devido às fontes termais) que o três abaixo de zero do ar ambiente da manhã. 

Isso, em backlight, é muito bonito!!!


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

EUA: Velho Oeste – Um decepcionante Yellowstone (out/2010)




Para entender melhor nossa saga pelo Velho Oeste dos EUA, seria interessante dar uma clicada nos posts acima. No post anterior desta série havíamos chegado ao Parque Nacional Grand Teton.
Oeste dos EUA
 Visitar Yellowstone causou em nós uma certa decepção! Esperávamos mais MUITO MAIS! Não que o que vimos fosse feio, mas comparado à grandeza do Grand Canyon, à magia das ruínas de Mesa Verde, à imponderável beleza dos arcos naturais de Arches e da paisagem de cartão postal de Grand Teton, ver um monte de terra fumegando para todo lado acaba sendo uma comparação desigual.

Talvez porque aquilo que é realmente grandiosamente insuperável em Yellowstone está, felizmente, longe, bem longe dos nossos olhos: uma gigantesca caldera de um dos poucos supervulcões existentes no mundo!!!
Os limites da "caldera" do supervulcão de Yellowstone
Esse supervulcão é tão gigantesco que foge à nossa capacidade de compreensão. Sua última grande erupção ocorreu a cerca de 640.000 anos atrás. Mas foi tão cataclísmica que mudou o clima do mundo inteiro. Imagine uma erupção 1000 vezes mais violenta que aquela que explodiu o monte Santa Helena em 1980, expelindo 1000km3 de pedras e cinzas. Após a erupção a cratera resultante tinha 84x45km de diâmetro, tão grande que mal se consegue perceber sua existência hoje em dia.

Outras erupções "menores" ocorreram desde então, sendo a última há 70.000 anos atrás.
Tower Fall Valley
Bem, diria você, se a última foi a tanto tempo ele está extinto e não há o que se preocupar, não é mesmo?!!

NANANINANÁ, tolinho! A coisa tá vivinha e é uma questão de tempo para que volte a explodir. Todos os anos milhares de terremotos das mais diversas magnitudes ocorrem em Yellowstone e o exemplo mais gritante da intensa atividade vulcânica pode ser visto nas centenas de gêiseres e fumarolas expelindo vapores por todo o parque.
Tower Fall
Se não há como ver diretamente a caldera do vulcão, o jeito é se contentar com os seus efeitos colaterais, principalmente os gêiseres. O problema é que o parque é gigantesco (quase 9000km2, cerca de 40% da área de Sergipe) e cada atração está a pelo menos uns 15 a 20 km da outra. E tome chão!!!

Tome chão pra dirigir, assim como tome búfalo pra se ver!
Bisão americano: 1 tonelada pra ser respeitada!
Confesso que nosso primeiro “contato de primeiro grau” com um búfalo (bisão americano) foi emocionante! 250314 bisões depois, meu ânimo era outro! Enchemos o saco de ver tanto bisão.
"Tô nem aí!" poderia ser o título dessa cena pra lá de comum em Yellowstone
Por mais de uma vez tivemos um bisão passando a cerca de um metro da janela do nosso carro. E a coisa se torna tão "natural" que muitas vezes o turista se esquece que aquele "dócil" bichinho de quase 1 tonelada e dois metros de altura é um animal selvagem e pode virar um carro, E se pode virar um carro, imagine o que pode fazer com um ser humano?!
Snake River


Mas decepção mesmo foi com o Zé Colméia! Mas essa eu conto depois!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

EUA: Velho Oeste – Grand Teton (out/2010)

Veja também os demais posts da série “EUA: Velho Oeste”: “Tratados como bandidos!”, “Grand Canyon”, “Antelope Canyon”, "Monument Valley", “Dah-he-tih-hi”, “Mesa Verde”, “Cadê minha carteira de motorista?!!”, “Arches”, “Um deserto de sal” e “Parados no meio do nada”.


Para entender melhor nossa saga pelo Velho Oeste dos EUA, seria interessante dar uma clicada nos posts acima. No post anterior desta série havíamos chegado em Jackson, Wyoming, porta de entrada do Parque Nacional Grand Teton.
Apesar de pequena, Jackson é uma cidade bem sofisticada e onde rola uma grana preta devido aos turistas que chegam durante o inverno para praticarem ski nos resorts da região.
Mapa do noroeste de Wyoming com Jackson e o Grand Teton NP
Vimos uma galeria com fotos de "fine art" onde tinha quadro de US$8000. Não, não tem zero a mais não, o preço do quadro com a foto era de oito mil verdinhas!!!
Mapa do Grand Teton National Park
Como nos dias anteriores, chegamos mais cedo e fomos dar uma passada no parque para pegar mapas e informações para o dia seguinte. Como o parque ficava a umas 12 milhas e, segundo o marcador do painel, tinha combustível para umas 40 milhas, resolvi abastecer na volta.
As Tetons e celeiro ao amanhecer

Bem pertinho da entrada do parque tem uma estrada chamada Mormon's Row com uns famosíssimos celeiros centenários. Resolvi aproveitar o por de sol para adiantar umas fotos.

A foto acima é do John Moulton Barn, o celeiro mais fotografado da Mormon's Row, aqui ao sol nascente. O amarelo da folhagem de outono e as Tetons atrás complementam a composição. Uma visão que é inesquecível, ao vivo!!
Thomas Murphy Barn, o celeiro dourado
Tiradas as fotos, começa o nosso QUARTO DRAMA da viagem e o segundo do dia (veja posts anteriores)! Olho para o painel e vejo que ele está marcando apenas 18 milhas para o tanque ficar zerado. Pensei: vai dar justinho, mas fiquei intrigado pelo fato das milhas que estavam sobrando terem desaparecido como que por encanto. O que eu não sabia era que o sensor de combustível ia diminuindo drasticamente a marcação conforme o tanque ia esvaziando.
Árvores amarelas de outono, o Alma Moulton Barn, com as Tetons atrás
Mais um pouquinho adiante e o sensor já indicava 14 milhas. Já estávamos no débito!!! E toca a diminuir a velocidade, e a colocar o carro na banguela, e a olhar para o painel!!! 5, 4, 3, 2, 1, ZEEEERO!!! E o motor continuou funcionando!!
visão geral do parque
Andamos no cheiro por mais umas duas LOOOOOOONGAS e INTERMINÁÁÁÁÁVEIS milhas!!! Quando eu já estava esperando o motor morrer e ter que caminhar umas três milhas até a cidade... aparece um posto salvador!!! Foi tenso! Beeem tenso!!!
Jenny Lake
Grand Teton é um parque que busca preservar a natureza ao redor das três montanhas principais, denominadas Tetons, das quais a Grand Teton é a mais importante e mais alta, com 4199m de altura. Ao redor da montanha, muitos lagos de formação glacial, assim como todo o vale da região.

Na foto acima, vemos a Grand Teton refletida nas águas do Jenny Lake no sol da manhã. Dei sorte de conseguir esse reflexo, pois logo depois entrou um vento e as águas ficaram crispadas pelo resto do dia.
As belíssimas folhas amarelas dos abetos
Como a quantidade de vida selvagem é muito grande, eu tinha expectativa de ver ursos e bisões.

O urso se escondeu solenemente, mas os bisões apareceram numa manada de cerca de uns cem, pastando e se deslocando indiferentes à presença humana.
Manada de bisões
Na foto abaixo a mamãe bisão e seu filhote atravessam displicentemente a estrada, indiferentes à todo o alvoroço que causam nos turistas.
Mamãe bisão e seu filhote
Mas de todos os locais visitados, um deixou marcada permanentemente em nossas mentes a sua beleza. Chama-se Oxbow Bend, uma curva do rio Snake, Dê uma olhadinha na foto abaixo e me diga se não é de uma beleza incrível!!!

Oxbow Bend! Até hoje fecho os meus olhos e continuo vendo essa imagem.  É simplesmente lindíssimo!!! E essa canoa da foto é, para mim, a cereja do bolo, dando um toque especial.
A belíssima visão do Oxbow Bend
Eu e Mary sentamos em um banquinho do parque e ficamos namorando, curtindo esse lindo visual, por mais de meia hora! Valeu a pena!!!
Eu e Mary!! Namorar com uma vista dessas é covardia, concorda?!!!