sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tomadas, Torneiras e Descargas – Queimando o bilau!



Tomar banho pode dar a você não somente experiências siberianas, como também a de ser cozido em água fervente!

Você abre a torneira e a água quente é mestra em demorar em dar o ar de sua graça. Vem timidamente, como quem não quer nada e testa ao limite a sua paciência nessa “complexa” atividade denominada regular a temperatura de um banho.


Depois de meia hora para conseguir dosar a temperatura adequada para aquele banho reconfortador, você finalmente entra no chuveiro. Não sei se é por sacanagem ou se existe algum sensor de presença, mas é só você entrar debaixo do chuveiro e a água quente começa a minguar. Aí você abre a torneira quente um pouco mais. E a água quente novamente diminui. E mais água quente, e mais água quente, e... Você já abriu o máximo possível da água quente e seu banho tá ficando cada vez mais frio. Praguejando você desiste e começa a lavar os cabelos. Pode apostar, é só você colocar sabão no rosto e fechar os olhos que a água fervente volta com pressão total, cozinhando você por completo e, o que é o pior, queimando o bilau!!


Tentando se livrar daquele “inferno de Dante”, você enfrenta o ardor do sabão nos olhos e a água fervente da ducha para fechar a torneira da água quente... que solta do cano e fica na sua mão!

Sei que você está rindo dessa situação típica de comédia de pastelão, mas já passei por isso. Quando dei por mim estava pelado e todo ensaboado no meio do banheiro, que estava tomado por uma densa névoa de vapor!!

Quem está acostumado a simplesmente lidar com uma única torneira e com os nossos tradicionais e práticos chuveiros elétricos, quase empirulita quando enfrenta a multiplicidade das torneiras e mixers que você encontra nas pias e chuveiros desse mundão de Deus!


É tanto tipo diferente que se existisse um manual de operação reunindo todos eles em um único volume, ele pesaria pra lá de meio quilo! Tá legal que sou meio exagerado, mas que a criatividade grassa à solta nessa área, não tenha a menor dúvida.

Se por essas bandas tupiniquins o tradicional chuveiro reina absoluto, a ducha de mão é a preferida nos “Steites” e, principalmente, na Europa. Na minha forma de ver, um banho com ducha de mão é um banho porco! Pensando melhor, pra quem não gosta de tomar banho como o europeu, talvez seja este exatamente o objetivo maior!!



Já ouviu falar em “banho de toalha”? Por mais anti-natural e anti-higiênico que possa parecer para nós brasileiros, é muito comum encontrar nos banheiros dos hotéis europeus, toalhinhas especiais para esse tipo de banho.


E o famoso banho “checo”? Não, não é nenhuma invenção originária da linda República Checa. É checo, checo, checo e tá tudo “lavadinho”. Ircccc! Blearckkkk!! O pior é que encontrei, num hotel da rede Bonsai, na França, um box que tinha um banquinho acoplado na parede, justamente para facilitar o malfadado banho “checo”!!


A complexidade das torneiras e mixers das pias é semelhante à dos chuveiros, mas a facilidade de tirar as mãos debaixo e evitar queimaduras não chega a fazer delas inimigas potenciais.

Se em termos de pias e de torneiras a criatividade é igualmente imensa, nada supera algo que encontrei em um tradicional hotel em Lisboa. Algo digno de um prêmio ou de ir para o Livro dos Recordes.

Uma torneira que se preze pode ser dividida em duas partes: o registro (também chamada de cruzeta ou volante) para abrir e fechar a torneira e o seu bocal, por onde sai a água.

É óbvio que você já viu pia com dois registros (um de água quente e outro de água fria) e UM bocal por onde sai a água misturada.

Mas você já viu pia com duas torneiras completamente independentes, uma para água quente e outra para fria?! Coisa de louco, mas isso existe em Lisboa. (tá duvidando? Depois de muita pesquisa no Google, consegui achar uma foto de um desses modelos!)


Sinceramente não consigo imaginar como é que os nossos patrícios d’além mar conseguem uma água morna com duas torneiras independentes. Será que queimam a mão na água quente e refrescam na fria?!

Ai Jisuis, oh pá, que dúvida cruel!!

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